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16/02/2006 23:23
Tela de Frida Khalo
XLIII
A poesia refugiou-se, não morreu. Imcompleta, fragmentada, ela está borbulhando no mais profundo caldeirão de idéias: no peito do poeta, na voz do povo, na mais sangrenta terça-feira ou no débil gemido de uma criancinha ferida na escada.
Basta beber na fonte certa, desobstruir o obstáculo certo, delimitar e repensar os caminhos certos.
Despudorar: se o verso anunciar um hecatombe, dar ao povo, em anúncio não misericordioso, o hecatombe. Revoltar: se o verso exigir uma revolução, dar a todos a chama, o estopim, a ordem.
A poesia refugiou-se, não morreu. Ela se arma na mais verde floresta, na mais longínqua vontade, no mais profundo desejo: ela resurgirá como um afogado de três dias que vêm à tona para feder.
enviada por L. Rafael Nolli
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